
Segundo a denúncia, houve fraude por meio de direcionamento e simulação de concorrência. As empresas VIP Eventos Ltda., Dom Rosa Buffet e Decor Arte, apresentadas como concorrentes distintas, seriam ligadas entre si por vínculos familiares, pertencendo ao organizador de eventos Vagner Pereira da Silva, à sua mãe e ao seu companheiro. Documentos anexados ao processo mostram que os orçamentos compartilham endereços, carimbos e até nomes de responsáveis, o que reforçaria a suspeita de fraude.
A denúncia também critica a adoção do pregão presencial como regra, sem justificativa plausível, contrariando a Lei nº 14.133/2021, que prevê preferência pela modalidade eletrônica. Além disso, aponta que a Prefeitura ignorou meios oficiais de pesquisa de preços, como o Painel de Preços do PNCP e a base nacional de notas fiscais eletrônicas, utilizando apenas orçamentos de empresas ligadas entre si.
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O denunciante pede que a Câmara abra uma Comissão Processante para investigar os agentes públicos envolvidos. O documento cita ainda possíveis crimes previstos no Código Penal, como fraude ao caráter competitivo da licitação e prejuízo à Administração Pública. Caberá agora ao Legislativo avaliar a admissibilidade da denúncia e decidir se instaurará o procedimento investigativo.